A guerra comercial teve início no começo do ano passado. Quando o presidente americano Donald Trump anunciou um aumento nas taxas de importação de aço e alumínio. Além disso, o governo americano anunciou um aumento de 25% nas tarifas de importação sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses. A resposta da China foi implementar tarifas em 60 bilhões de dólares em produtos americanos.
Apesar do foco americano ser afetar a China, a implementação dessas taxas acabou por afetar, e muito, outros países. O Brasil sendo um desses países. Isso se deve ao fato de as taxas desacelerarem o comércio mundial, causando perdas econômicas e gerando preocupação em muitos governos.
O começo da Guerra comercial China – EUA
A decisão de Trump se deu devido ao fato de que os EUA, compram mais do que vendem para a China. O que cria um déficit comercial para os americanos, algo que Trump quer mudar. A redução deste déficit e a valorização da indústria nacional foram alguns dos pontos que serviram de carro chefe na campanha de eleição do atual presidente americano.
No final do ano passado um acordo chegou bem perto de ser fechado. Trump chegou a adiar a implementação das taxas enquanto as conversas e negociações se desenrolavam. Porém, segundo Trump, os chineses não cumpriram com partes do acordo. O que acabou por esfriar as conversas, levando os americanos a implementar as taxas efetivamente no começo de 2019.
Outra medida dos EUA foi a de impedir q empresas americanas comercializem com empresas chinesas, como por exemplo a Huawei empresa famosa pelos smartphones. Isso fez com que as empresas chinesas perdessem parceiras com empresas gigantes. Um exemplo seria a Google, que parou de dar suporte aos aparelhos da Huawei.
Como o Brasil é afetado?
Mas como o Brasil se posiciona nessa guerra? Essa pergunta se torna pertinente pelo fato de China e EUA serem certamente alguns dos maiores parceiros comerciais do Brasil. A curto prazo o Brasil pode se beneficiar da guerra, a procura de China por novos fornecedores que substituam os EUA pode acabar achando o Brasil como solução. Principalmente levando em consideração o mercado agrícola. Após o início da guerra comercial as exportações do Brasil para a China tiveram um aumento de 35% em comparação ao ano anterior.
Entretanto, mesmo tendo esse lucro a curto prazo o embate comercial entre as duas nações. A médio e longo prazo também acabará por ser prejudicial ao Brasil. Muito devido ao desaquecimento do mercado mundial. E a possível pressão vinda dos EUA para o Brasil cortar relações econômicas com a China. Mas a China sendo atualmente o principal parceiro econômico do Brasil, torna isso algo impossível de ser feito. O que pode resultar em complicações no relacionamento Brasil – EUA.
Em suma, o mundo inteiro está preocupado com esta guerra comercial, cuja as consequências podem afetar a economia de mundial. Enquanto ao Brasil, o ideal seria conseguir manter um meio-termo na relação. E continuar com as parcerias econômicas tanto com a China quanto com os EUA. O encontro entre os dois presidentes que ocorrerá agora no final de julho de 2019 no G-20 pode trazer novidades sobre o assunto.
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